Vivo muda seleção e recruta 43% de negros para o trainee

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Matheus Piovesana

19 de janeiro de 2021 | 05h07

O esforço da Telefônica Brasil, dona da Vivo, para atrair mais pessoas negras a seu programa de trainees deu resultado acima do esperado. Das 30 vagas oferecidas, 13 (43%) ficaram com candidatos negros. A empresa havia estabelecido uma reserva de 30% das oportunidades a pessoas negras, mas recrutou mais do que o previsto diante da alta procura. Ao todo, foram mais de 41 mil inscritos. De acordo com a empresa, a seleção foi a mais concorrida de todos as edições do programa de trainee já realizadas. Os aprovados atuarão em São Paulo, sede da companhia.

Vem pra cá. A empresa derrubou algumas barreiras de seleção para aumentar a diversidade dos candidatos. O processo foi 100% online, o que permitiu que pessoas de vários Estados participassem. Também se buscou pluralidade na formação: não era necessário ter inglês fluente. A exigência é vista como uma linha de corte social, dado que nem todos os estudantes do País têm acesso ao ensino de idiomas.

Um passo além. Outras ações estão no radar. A Vivo criou catálogos de talentos internos e a garantia de que ao menos uma pessoa negra esteja nas finais de seleções para cargos de gerência, coordenação e supervisão. Hoje, os negros são 26% do quadro de funcionários da operadora, e a maior parte atua na engenharia e nas lojas.

Fonte: Estadão

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