Trabalhadores saem às ruas contra o fator previdenciário

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fimdofator_jaelciosantanaTrabalhadores ligados à Força Sindical e às demais centrais promoveram uma dia nacional de protesto pela revogação do fator previdenciário e pela correção da tabela do Imposto de Renda da pessoa física, em 12 de novembro.

Na capital paulista, cerca de 3 mil manifestantes se reuniram na praça da Sé, no Centro, e depois saíram em passeata até à sede regional do INSS, no Viaduto Santa Ifigênia.

Segundo o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, os trabalhadores foram às ruas para mostrar sua indignação perante a postura do governo federal de manter o fator previdenciário. “O fator é um desastre porque reduz em até 40% o valor do benefício no ato da aposentadoria.”

Dieese

Para o Dieese, o prejuízo é maior para os que ingressaram precocemente no mercado de trabalho e começaram a contribuir mais cedo para a Previdência Social, atingindo o tempo de contribuição mínimo requerido na faixa dos 50/55 anos de idade, conclui nota técnica do Dieese.

O presidente licenciado da Força Sindical e deputado federal, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, disse que o fim do fator custaria R$ 3 bilhões. O governo se recusa a acabar com o redutor, porém não hesita em gastar R$ 17 bilhões em desoneração da folha de pagamentos das empresas.

Alternativa

O presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical, Carlos Andreu Ortiz, ressaltou que os trabalhadores da ativa e aposentados estão corretos em mostrar a insatisfação com o fator previdenciário.

João Carlos Gonçalves, Juruna, secretário-geral da Força Sindical, explicou que os trabalhadores querem negociar uma alternativa, como a fórmula 85/95, que representa a soma da idade e do tempo de contribuição para mulheres e homens, respectivamente.

Imposto de Renda

Já a tabela do IR precisa ser reajustada pela inflação, caso contrário os aumentos reais conquistados pelas categorias serão corroídos no pagamento do Imposto de Renda”, declarou Miguel.

Em razão da crescente defasagem da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física, o estudo do Dieese demonstra que a defasagem acumulada na tabela de cálculo do Imposto de Renda é de 61,24%, de 1996 a 2013, tomando como referência o IPCA-IBGE. Se o período considerado for de janeiro de 2003 a dezembro de 2013, a defasagem é de 15,56%.”

Estados

De acordo com a presidenta da Força Sindical-BA, Nair Goulart, o fator previdenciário é um crime contra homens e mulheres que ajudaram a construir o País e, no final da sua vida, podem perder grande parte dos benefícios.

“Nós não iremos permitir a volta da política do estado mínimo para o Brasil, pois isso significa o fim da proteção social, o fim das garantias dos direitos que nós, historicamente, conquistamos”, finalizou Nair em ato realizado em Salvador.

Em Porto Alegre, a mobilização culminou com um ato realizado em frente a sede da Previdência Social em Porto Alegre, afirmou o diretor da Central-RS, Cláudio Correa. Os metalúrgicos de Ribeirão Preto também fizeram protestos na cidade contra o fator e pela correção da tabela do IR.

Fonte: Força Sindical

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