Trabalhadores da PROLAGOS paralisam por aumento real e melhores condições de trabalho

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IFCerca 200 trabalhadores da PROLAGOS, concessionária responsável pelos serviços de abastecimento e tratamento de água e esgoto dos municípios de Cabo Frio, Búzios, Iguaba Grande e São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, paralisaram suas atividades na manhã da última quarta-feira (29 de maio).

IFReunidos próximos da sede da empresa, em São Pedro da Aldeia, eles cruzaram os braços, reivindicando melhores condições de trabalho, reposição das perdas salariais e aumento real.

O presidente do Sindicato do Saneamento de Niterói, Francisco Carlos Marins, informou que a entidade está em processo de negociação com a concessionária, visando não só melhorias nas condições de trabalho, mas o reconhecimento do esforço que o trabalhador da Prolagos faz para tratar o esgoto e a água que abastece a região.

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A empresa oferece 7,22% de aumento, a título de reposição das perdas nos últimos 12 meses. Mas Francisco Carlos adianta que o trabalhador merece salários mais justos. “Acumulamos 24% de perdas nos últimos 10 anos e isso é inadmissível. Já tivemos duas rodadas de negociação e, diante do compromisso da Prolagos de trazer uma contraproposta definitiva já na próxima segunda-feira (3 de junho), os companheiros voltaram ao trabalho. Mas permanecemos mobilizados. Nosso interesse não é paralisar, nem prejudicar a população. Estamos lutando pela valorização do trabalhador”, afirmou o líder sindical, que convocou nova assembleia na porta da empresa para segunda-feira.
IFEntre os vários problemas enfrentados pelos trabalhadores da Prolagos estão a falta de segurança e o acúmulo de funções. “Há ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) ou ETA (Estação de Tratamento de Água) em Cabo Frio, Jardim, São Pedro, Iguaba e Búzios onde só trabalha um funcionário, numa área enorme. Além de monitorar o tratamento de água ou esgoto, o funcionário carrega ele próprio o material químico utilizado no tratamento. Não há assistente. Nem vigia, num espaço totalmente vulnerável. Não podemos admitir isso, porque é exploração da força de trabalho. Deveria haver três funcionários na estação, no mínimo”, exemplificou Francisco Carlos.
Fonte: Força Sindical RJ

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