Sindicato investe na qualificação profissional

Fumo é responsável por 20% das mortes de homens
Salário mínimo em 2013 será R$ 670,95

Companheiros,

A preocupação do Sindicato dos Químicos de Nova Iguaçu com a qualificação profissional dos seus filiados é constante. Estamos sempre inovando com cursos como o de Montagem e Manutenção de Computadores e, em breve, também teremos Logística e Departamento Pessoal, entre outros.

Nosso objetivo é contribuir não somente para que sejam inseridos no mercado de trabalho, mas para que estejam atualizados. Por isso o SINDIQUIMICA-NI conta com excelentes professores, ambiente favorável ao estudo e incentiva a participação de todos através do material didático de primeira qualidade.

Alguns podem estar se perguntando o porquê de falar nesse assunto novamente. Resposta fácil. Especialistas apontam que com o aumento das contratações no campo, impulsionadas pelo avanço do setor, a disponibilidade de mão de obra qualificada torna-se um problema crescente para os empregadores. A previsão é de que o déficit de trabalhadores capacitados gera perdas para o produtor rural, e irá se agravar com o tempo.

Com o processo de mecanização das lavouras, os trabalhadores “de facão” passaram a migrar, deixando lacunas na operação de máquinas, segundo análises.

Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o nível de emprego rural tem crescido acima da média geral nos últimos anos (uma relação de 10% contra 5%, aproximadamente). Em 2011, o parque de máquinas e equipamentos agrícolas do Mato Grosso cresceu 47%. Cerca de quatro mil tratores e colheitadeiras foram adquiridos, mas falta disponibilidade de trabalhadores para operar a frota.

Movida por 713 mil empregos formais (28% destes no campo), aos quais devem se acrescentar mais 33 mil neste ano, a massa salarial do Mato Grosso deve ter incremento de R$ 500 milhões até o fim de 2012.

Em São Paulo, produtores de laranja e de cana-de-açúcar enfrentam resistências para negociar salários ou até mesmo arranjar ou manter empregos, de acordo com representantes da base produtiva. Sem contratações, os citricultores da cidade de Itapuí — onde mais se produzem citros— estão dependendo de cestas básicas e ajuda de custo para voltar a sua terra natal, geralmente na Região Nordeste do País.

A situação é relatada pelo presidente do Sindicato Rural de Ibitinga e Tabatinga, o citricultor Frauzo Ruiz Sanches. “A colheita industrial cortou empregos. Está todo mundo apavorado”, ele diz. Por conta disso, a discussão salarial a respeito da safra atual passou para segundo plano, de acordo com o representante.

“Na cana, a mecanização [também] dispensa funcionários. Mas falta qualificação profissional para operar as máquinas”, acrescenta o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo (Fetaesp), Braz Albertini.

O representante diz que as negociações salariais, no estado, são feitas localmente e giram em torno de R$ 750 a R$ 780 — alta de 8% a 10%. “Não está fácil negociar com o pessoal. As usinas estão em situação complicada, com pedidos de recuperação judicial”, diz.

O sócio-diretor da consultoria FBM, Sílvio Ferreira, responsável pela operação da empresa em Ribeirão Preto — onde melhor se remuneram os cortadores de cana —, atesta: “Via de regra, as usinas têm trabalhado com alto grau de endividamento”.

A FBM trabalha junto a onze usinas sucroalcooleiras e propõe a reestruturação administrativa e contábil dessas companhias. O “ponto fraco” do negócio, segundo Ferreira, é o perfil de gestão familiar e centralizado. “Dentro de uma estrutura de liderança, a diretoria pode ser profissionalizada com a distribuição de papéis”, sugere o especialista.

Ou seja, empregadores devem descentralizar decisões e utilizar ferramentas modernas de gestão. “Decisões pessoais têm visão limitada”, diz Ferreira. “Mas a mentalidade vem mudando.”

Portanto, amigos, não percam as oportunidades que aparecem e capacitem-se. O conhecimento é algo que nunca poderá ser retirado de vocês.

Presidente Sandoval Marques

com informações de Bruno Cirillo

Os comentários estão encerrados.

Sindicalize-se
Falar pelo WhatsApp
Enviar via WhatsApp