Sindicato acompanha visita de Paulinho da Força à nova sede da Força Sindical RJ

Por dispensar trabalhadores que apoiaram chapa contrária aos interesses do patrão
Previdência divulga nova tabela

O presidente nacional da Força Sindical e deputado federal, Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho da Força, visitou no último dia 22/11, a nova sede da Força Sindical no Rio de Janeiro.

Presidente do Sindicato dos Químicos de Nova Iguaçu, Sandoval Marques, compareceu à reunião. “É importante estar presente nestes encontros para que possamos debater temas importantes para os trabalhadores e nos unirmos em busca por melhorias”, disse ele.

Acompanhado do presidente da Força RJ, Francisco Dal Prá, Paulinho conheceu a nova sede própria, inaugurada em julho deste ano na Gamboa, zona portuária do Rio, e se reuniu com dirigentes sindicais de todas as regiões do estado, representantes de diversas categorias.

“Está muito difícil defender os interesses dos trabalhadores na Câmara Federal. Só a nossa mobilização e unidade podem mudar as coisas no Legislativo, em Brasília. Para avançar em matérias de interesse dos trabalhadores, como fator previdenciário, redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução de salário e a própria pauta do salário mínimo, não conseguimos formar um bloco partidário que dê sustentação”, desabafou Paulinho, para um auditório lotado.

O deputado estadual Paulo Ramos (PDT) e o deputado federal Áureo Ribeiro (PRTB), presentes no encontro, confirmaram a falta de representatividade dos trabalhadores, tanto na Câmara Federal como na Assembleia Legislativa do Estado. “É complicado, hoje, encontrar pares que abracem as causas de interesse dos trabalhadores na Alerj”, confirmou Paulo Ramos. Já o deputado federal Áureo afirmou que sem uma frente que reúna pelo menos 50 deputados, num universo de 513, é impossível tentar obstruir ou travar pautas que ferem os interesses dos trabalhadores, ou mesmo fazer andar outras que beneficiam a classe trabalhadora. “Mesmo assim, estamos tentando. O fator previdenciário, se fosse votado esta semana, teríamos tudo para aprovar, mas não foi colocado em votação”, assinalou Áureo.

Paulo Pereira da Silva lembrou que partidos que nasceram das classes trabalhistas, principalmente de trabalhadores do setor público, hoje viram as costas para essas categorias, no que foi apoiado pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Parati e Angra dos Reis, Dalberto dos Anjos de Andrade. “Os 27 mil empregados do setor de energia elétrica hoje vivem um pesadelo. A presidente Dilma enviou ao Congresso a Medida Provisória 579 que quer sucatear tudo, quer acabar com o setor, prorrogando as concessões por até 30 anos e entregando tudo à iniciativa privada”.

Marcelo Peres, Secretário de Imprensa e Comunicação da Força RJ e coordenador da Frente Sindical Trabalhista (FST), ressaltou que o projeto do governador Sérgio Cabral é abrir o capital da CEDAE a partir de dezembro e que os cedaeanos, a convite da FST, participarão da passeata dos royalties, convocada pelos governos estadual e municipal do Rio para o próximo dia 26, para gritar que não só o petróleo é nosso, mas a água também. “Em Minas Gerais, onde o setor já foi privatizado, a Copasa cobra R$ 400,00 para instalar um hidrômetro e o aumento nas contas chegou a 300%”, exemplificou.

Paulinho da Força, mais uma vez, colocou-se à disposição dos trabalhadores em Brasília. “Vamos ver o que conseguimos fazer com relação à MP 579. Podem sugerir, que vamos tentar ajudar”, afirmou.

O presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio de Rio das Ostras, Virgílio Lagrimante, agradeceu o empenho e trabalho intransigente de Paulinho da Força em defesa do trabalhador brasileiro.

Já o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Duque de Caxias, Carlos Alberto Fidalgo, lembrou que não só os trabalhadores estão órfãos de defensores no Congresso Nacional, mas também os pequenos empresários, “que sofrem para sobreviver e gerar empregos e são massacrados neste país”.

O presidente da Força Sindical do Rio de Janeiro, Francisco Dal Prá, agradeceu a visita de Paulinho à nova sede e arrematou: “na verdade, companheiros, precisamos uns dos outros, porque ninguém faz nada sozinho. Vamos, juntos, pensar saídas que recoloquem o trabalhador brasileiro no centro das principais discussões sobre os destinos deste país”.

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