PT defende prorrogação do auxílio emergencial por mais 1 ano

SINDICALISMO CRESCE NA LUTA CONTRA A CRISE, DIZ PRESIDENTE DA FORÇA
26 milhões não procuraram emprego durante a pandemia apesar de quererem trabalhar

Bolsonaro diz que valor vai baixar

Benefício é pago a vulneráveis

O deputado Carlos Zarattini (PT-SP), que foi líder do partido na Câmara

 

16.jun.2020 (terça-feira) – 12h23
atualizado: 16.jun.2020 (terça-feira) – 13h57

A disputa sobre a prorrogação do auxílio emergencial pago para vulneráveis durante a pandemia ganhou 1 novo elemento. O PT começou a defender que a prorrogação seja por mais 1 ano.

O partido não tem condições, sozinho, de fazer a pauta se tornar realidade. Porém, é a maior bancada da Câmara e poderá ter alguma influência sobre a decisão. Tem 53 deputados.

O deputado Carlos Zarattini (PT-SP), que já foi líder da bancada, publicou vídeo sobre o assunto no Youtube.

“Agora, vem a crise econômica muito forte. É necessário que esse auxílio continue por mais 1 ano”, declarou Zarattini. Ele também afirmou que deve ser discutido 1 programa de renda básica permanente, não condicionado à pandemia.

“Se a gente quiser manter as economias locais funcionando e o povo tendo o que comer, nós precisamos prorrogar. E não venham Bolsonaro e Paulo Guedes quererem reduzir ainda mais o valor para R$ 200”, afirmou o deputado. Ele disse que a ideia inicial do governo para o auxílio era de R$ 200, e que a elevação do valor foi obra da Câmara.

Tanto no governo quanto no Congresso há convergência sobre a necessidade de prorrogação do auxílio. As discordâncias são sobre o valor e o tempo a mais.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por exemplo, disse o seguinte no final de maio: “Prorrogar eu acho que é 1 consenso. O que vai se debater é o valor. E acho que a redução do valor, da mesma forma como o não auxílio, pode ter consequências na base da sociedade”.

O governo fala em pagar mais duas parcelas do auxílio. O valor, porém, seria mais baixo. Jair Bolsonaro afirmou que vetará caso a cifra aprovada pelo Congresso seja de R$ 600.

“Na Câmara por exemplo, vamos supor que chegue uma proposta de duas [parcelas] de R$ 300. Se a Câmara quiser passar para R$ 400, R$ 500, ou voltar para R$ 600, qual vai ser a decisão minha? Para que o Brasil não quebre? Se pagar mais duas de R$ 600, vamos ter uma dívida cada vez mais impagável. É o veto”, afirmou o presidente.

Como mostrou o Drive/Poder360, o presidente da República já está convencido de que a redução da 1ª parcela extra do auxílio emergencial deve ser para R$ 400. Antes, o governo falava em R$ 300.

A lei do auxílio emergencial permite que ele seja prorrogado sem necessidade de consulta ao Legislativo. Para alterar o valor, porém, precisa haver discussão no Congresso.

Fonte: Poder 360

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sindicalize-se
Falar pelo WhatsApp
Enviar via WhatsApp