Presidente do SindiQuímica-NI, Sandoval Marques, participa de seminário do TRT sobre a cultura de segurança nos canteiros de obra

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seminariopresidenteO presidente do Sindicato dos Químicos de Nova Iguaçu, Sandoval Marques, participou do Seminário de Prevenção a Acidentes, promovido pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), no auditório do Sintraconst-Rio.

O evento, durante toda a sexta-feira (25 de julho), discutiu medidas para ampliar a segurança nos canteiros de obra reuniu cerca de 400 trabalhadores da construção civil e representantes sindicais.

“É muito importante participar destes debates. Represento um sindicato que uma das bandeiras principais é a capacitação, portanto, preciso ser exemplo disso também. Acredito que estar bem informado é fundamental para garantir melhorias para os trabalhadores. O assunto hoje é de extrema relevância e, por isso, fiz questão de estar presente nesta discussão”, disse Sandoval.

A procuradora Cynthia Simões Lopes, que esteve na mesa de abertura do seminário representando o Ministério Público do Trabalho, alertou para a importância da inclusão de uma política de gestão de segurança nas empresas.

“Não basta só cumprir uma norma, são todas as normas e muito mais. A norma é o mínimo: a empresa deve ter uma política de postura vanguardista, com visão de caráter coletivo”, expõe a procuradora.

Ela destaca que a empresa deve alertar também seus empregados sobre problemas relacionados ao alcoolismo e ao tabagismo, por exemplo.

“É comprovado que isso influi em acidentes de trabalho, um problema que o trabalhador tem em casa afeta a empresa e vice-versa. Não há como dissociar a vida pessoal da vida do trabalho”, completa Cynthia.

O presidente do Sintraconst-Rio, Carlos Antonio, reforçou o expediente da entidade junto aos canteiros de obra. “Temos uma atuação muito firme em relação à segurança do trabalho. Esse setor do Sindicato tem cerca de 80 profissionais cuidando exclusivamente disso nos locais de trabalho”, lembra Carlos Antonio.

O seminário também expôs índices de acidentes registrados na construção civil e em outros setores. A desembargadora Maria das Graças Viegas Paranhos, vice-presidente do TRT-RJ e gestora regional do programa de Trabalho Seguro do tribunal, reforçou o apelo: os acidentes são previsíveis e podem ser evitáveis.

“Os dados sobre segurança do trabalho ainda não relatam a integral dimensão do problema, já que não se registra muitas vezes acidentes de trabalho informal e doméstico, por exemplo”, expõe.

Números apresentados pelo TRT-RJ apontam que 36,5% dos acidentes de trabalho acontecem com empregados que têm de 20 a 29 anos. Ou seja: a faixa etária mais jovem é maioria das vítimas. Já as doenças do trabalho se concentram nos profissionais de 30 a 39 anos.

Trabalhador na construção civil carioca há 13 anos, o técnico em segurança do trabalho Tiago Brito diz que o debate reforça a seriedade do tema. “Vimos aqui pessoas comprometidas em tornar reais as ações para segurança”, afirma ele, após participar do seminário.

“Há ainda muitas empresas, principalmente prestadoras de serviços, que não atendem às normas, e vemos a preocupação do Ministério Público do Trabalho e do Ministério do Trabalho para desmascarar esses maus empregadores”, destaca Tiago.

“Eu noto uma melhora significativa nos últimos anos na segurança do trabalhador, o avanço é incrível”, completa.

Presidente do Sintraconst-Rio, Carlos Antonio lembra que debater o tema e propor avanços é fundamental.

“É muito importante receber essas entidades e os trabalhadores aqui para discutir o que é essencial, que é a proteção à vida do empregado. Segurança no canteiro de obra, normas regulamentadoras e ações implementadas. É isso que buscamos no dia a dia”, destaca.

Revisão da NR-18

Durante o seminário, o auditor fiscal do Ministério do Trabalho Luiz Carlos Rocha explicou como vem sendo desenvolvido o processo de revisão da Norma Regulamentadora 18. Esta norma, consolidada em 1994, foi revista várias vezes e agora se busca uma harmonização com as etapas de construção de edifícios.

“Foi a primeira norma feita a partir de um diálogo tripartite, com governo, empregador e trabalhador”, lembra Rocha.

A revisão deve incluir orientações da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e ficará pronta no início de 2015.

Sobre o PCMAT

Na parte da tarde, o gerente de segurança, saúde e meio ambiente do trabalho da empresa PDG, Ayres Costa Netto, tratou do PCMAT na construção civil. Durante sua palestra, Ayres mostrou o modelo de PCMAT que ele costuma usar e explicou também a forma de preenchimento do relatório. Falou ainda das metas e estratégias para o PCMAT e o roteiro seguido para instalação de canteiro e área de vivência.

EPI e EPC

No evento, o coordenador do Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício (CEPE) e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Marco Túlio de Mello, falou da importância do descanso do trabalhador. E Markus Romeno, do Seconci/Rio, tratou de EPI e EPC.

“O envolvimento da empresa se dá quando ela começa a se envolver com a situação de verdade, não só atendendo a legislação, mas quando resolve que vai ter uma política de segurança”, afirma Romeno.

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