País tem manifestações por reforma política em treze capitais

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reforma-politicaUm grupo de manifestantes interrompeu no início da noite desta segunda-feira, 7, o trânsito na Avenida Paulista, para defender mudanças no sistema político. Por volta das 18 horas, diante do MASP, eles pintaram a bandeira do Brasil no asfalto e, logo abaixo, escreveram as palavras ‘Constituinte’ e ‘Plebiscito’.

Ações com o mesmo propósito foram realizadas em outras 13 capitais. Os manifestantes – em São Paulo e nas outras localidades – fazem parte de um grupo de entidades que defendem a convocação de uma assembleia constituinte exclusivamente para a realização da reforma política.

No total são quase 250 entidades, entre sindicatos, movimentos populares e partidos políticos. Entre elas figuram a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Sem Terra (MST) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT). Cerca de 100 pessoas participaram da manifestação em São Paulo, segundo os organizadores.

 Em setembro, na Semana da Pátria, o mesmo grupo de organizações vai realizar um plebiscito popular, com o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Serão instaladas urnas em todo o País e os interessados em participar receberão uma cédula com a seguinte pergunta: “Você é a favor de uma Constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político?” O objetivo é coletar 10 milhões de votos.

Novas manifestações a favor da Constituinte estão previstas para o dia 12 de agosto. A articulação dessas entidades começou no ano passado, logo após as grande marchas populares que ocorreram por todo o País.

 Segundo o sindicalista Júlio Turra, integrante da diretoria executiva da CUT, as marchas de junho revelaram a existência de um grande fosso entre a população e as instituições políticas. “O povo não se sente mais representado e quer reformas”, diz ele. “Mas essas reformas não podem ser feitas pelo Congresso que está aí. Seus integrantes só vão legislar em causa própria. Daí a necessidade de uma Constituinte convocada especialmente para fazer a reforma.”

Fonte: Roldão Arruda – O ESTADO DE S. PAULO

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