Metalúrgicos de Curitiba derrotam Renault e aprovam mediação sindical nos acordos

Bolsonaro afirma que vai vetar possibilidade de reajuste salarial a servidores públicos
Relator da MP 936, deputado Orlando Silva quer reduzir perdas salariais

Não adiantou a Renault fazer pressão para que os metalúrgicos assinassem contratos individuais baseados na Medida Provisória 936, de Bolsonaro.

Na noite da terça (5), em assembleia na porta da empresa em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, eles aprovaram que todas as negociações tenham participação do Sindicato. A planta emprega mais de sete mil, diretos e indiretos.

Sérgio Butka, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (Simec), relata à Agência Sindical que, após a retomada das atividades, segunda, 4, a empresa iniciou um processo de intimidação para funcionários assinarem contratos de redução de salários sem a mediação sindical.

Intransigência – O dirigente afirma: “Neste momento de pandemia, em que deveríamos retornar com segurança às atividades, enfrentamos essa falta de diálogo e interferência da empresa, numa situação que pode se agravar”. Segundo Butka, há relatos com ameaça de demissão a quem não aceitar a imposição. “Quem está em home office seria o primeiro a ter que aceitar a redução, sem mediação sindical, pra não ser demitido”, critica.

Prevenção – O dirigente conta que medidas para a saúde do trabalhador, que foram prometidas pela empresa no retorno ao trabalho, não estariam sendo cumpridas. “Medidas como o distanciamento dentro do transporte até a fábrica e a medição da temperatura dos trabalhadores não estão sendo adotadas. Isso nos preocupa muito”, afirma.

MAIS – Acesse o site do Simec

Fonte: radiopeao

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