Metade de quem está em home office espera voltar ao escritório em 6 meses

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Pesquisa do LinkedIn mostra que a geração Z é a que mais encoraja a volta ao escritório para avançar na carreira e pelos benefícios; índice de confiança profissional é menor que o de janeiro

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2021 | 05h00

O avanço da vacinação contra a covid-19 no Brasil tem mudado cada vez mais as expectativas no mercado de trabalho. Metade dos profissionais que atualmente trabalham em home office esperam retornar ao escritório nos próximos seis meses. Os jovens com menos de 25 anos, chamados de geração Z, são os mais entusiastas dessa ideia por acreditarem que o presencial vai impulsionar a carreira deles. Essas percepções fazem parte do Índice de Confiança do Trabalhador, pesquisa realizada mensalmente pelo LinkedIn e divulgada nesta segunda-feira, 23.

Das mais de 400 pessoas que responderam à consulta em julho, 51% afirmam que já foi comunicada que deve voltar ao escritório nesse período. Outras 40% dizem que receberam sinalizações de que poderão trabalhar em casa no longo prazo e/ou optar por horários flexíveis.

A perspectiva é positiva aos jovens, em especial, que encontraram desafios para entrar no mercado de trabalho depois de se formarem no final de 2019 e ao longo de 2020. Voltar ao presencial é a chance que eles enxergam para construir coletivamente, uma das características da geração Z.

De acordo com a pesquisa, o que mais encoraja esse público são a ideia de avanço profissional e os benefícios oferecidos no ambiente. Dois terços deles também afirmam que poder se arrumar para o trabalho é mais um incentivador. Já os millennials, com idades entre 25 e 39 anos, são mais motivados pela oportunidade de colaborar pessoalmente e a socialização com colegas e clientes. Essa também é a percepção da geração X (entre 40 e 54 anos) e dos baby boomers (a partir dos 55 anos).

Escritório

Retorno ao escritório é encorajado principalmente pelos jovens com menos de 25 anos, segundo pesquisa do LinkedIn. Foto: Alex Silva/Estadão

As diferenças geracionais também se apresentam na ideia de ter um espaço exclusivo para as tarefas do dia a dia. Enquanto os mais novos gostam dessa divisão, os 50+ não veem tanta vantagem, assim como não acreditam que serão capazes de tirar proveito dos benefícios do ambiente físico quando comparado ao trabalho remoto.

Uma pesquisa da consultoria Maturi em parceria com a NOZ Pesquisa e Inteligência, por exemplo, mostrou que 80% dos 1.883 entrevistados sentem-se preparados ou extremamente preparados para trabalhar única ou parcialmente em casa. No entanto, 58% ainda se vê pouco apto a lidade com as tecnologias necessárias a esse contexto.

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Quanto aos baby boomers que poderiam retornar ao presencial, o levantamento do LinkedIn diz que a sensação de conforto associado ao período pré-pandemia, com o sentimento de que agora tudo parece como antes, é um dos principais fatores que os motivam a voltar.

Os ventos a favor da retomada dos escritórios reforça o sentimento de confiança desses profissionais, cujo índice ficou em 63 pontos em julho. O resultado é cinco pontos abaixo do registrado em janeiro deste ano, quando o nível de segurança em relação ao próprio emprego teve queda nos últimos meses de 2020.

Agora, os profissionais estão mais otimistas quanto à busca de emprego, renda e carreira, o que é motivado pela confiança na experiência de trabalho, educação individual, perspectivas de aumento de renda e desenvolvimento profissional. No entanto, a continuidade da pandemia e a falta de oportunidades no mercado são fatores que os desencorajam.

Fonte: Estadão

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