Mesmo com isolamento social e lojas fechadas, comércio segue confiante, diz Carlos Thadeu

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E-commerce mantém algum faturamento

Confiança do empresário está ⬆️100 pontos

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CARLOS THADEU DE FREITAS GOMES
27.abr.2020 (segunda-feira) – 6h00
atualizado: 27.abr.2020 (segunda-feira) – 7h43

 

A pandemia do novo corona vírus fez as empresas de comércio e serviços registrarem perdas históricas nas últimas semanas, em função das medidas imperativas de isolamento social. Desde o inicio de março os comerciantes acumulam quedas drásticas nas receitas, com as lojas fechadas ao público. Os estabelecimentos com presença no e-commerce e/ou outros canais digitais estão conseguindo, em alguma medida, efetuar vendas on-line e manter algum faturamento, mesmo com os consumidores tendendo a restringir o consumo aos itens considerados de primeira necessidade. Mesmo nesse contexto, a confiança dos comerciantes ainda é positiva, como mostram os dados da pesquisa ICEC (Índice de Confiança dos Empresários do Comércio), da CNC.

Apesar de menos confiantes, os tomadores de decisão do varejo ainda estão otimistas, na medida em que o ICEC atingiu 120,7 pontos em abril, queda de 7,8 pontos relativamente a março, mas nível acima dos 100 pontos do corte de indiferença.

O Índice ICEC é um indicador antecedente apurado entre os dirigentes das empresas do varejo, de cujo objetivo é detectar as tendências das ações empresariais do setor. A amostra é composta por aproximadamente seis mil empresas situadas em todas as capitais do País, e os índices, apurados mensalmente, apresentam dispersões entre zero e 200 pontos, sendo 100 pontos o nível base de satisfação.

O índice é composto por três subíndices – Índice de Condições Atuais, Índice de Expectativas, e o Índice de Investimentos. O primeiro e o segundo tratam das condições correntes e perspectivas para o curto prazo para a economia, o setor do comércio, e o desempenho da própria empresa. O terceiro avalia as intenções de contratação de funcionários, investimentos na propria empresa, e ainda a situação dos estoques em relação as vendas.

Desde novembro do ano passado, a avaliação das condições atuais vinham melhorando, com crescimento dos índices associados aos três indicadores (economia, comercio e empresa). Em abril, porém, essa trajetória reverteu-se, revelando que os comerciantes já sentem os efeitos da crise humanitária.

O subíndice referente às expectativas, permaneceu no maior nível dentre os subíndices do ICEC, com 153 pontos, apesar de ter registrado reduções mais expressivas nas comparações mensal e anual. O canal das expectativas para o curto prazo foi o primeiro através do qual os varejistas começaram a sentir os impactos da crise, quando de fevereiro para março o índice passou a cair de forma mais acirrada.

Já em relação as intenções de investimento, os comerciantes estão menos dispostos a investir do que estavam em março, mas em relação a abril de 2019, o índice de investimento está estável (+0,0%). Logicamente, em função de lojas e estabelecimentos fechados, a intenção de contratar funcionários é menor, mas em comparação ao mesmo mês do ano passado, ainda é positivo o índice de investimentos na empresa, e adequação dos estoques.

Ou seja, apesar da redução da confiança do comércio em abril, os verejistas ainda mantém algum otimismo. Mesmo no contexto critico, em que predomina a incerteza quanto a a evolução da pandemia e o alcance das medidas de combate, o comercio está menos pessimista do que a industria.

Vale destacar que a confiança da indústria obteve a maior queda apurada na série historia pela CNI, em que o índice de confiança da indústria caiu quase 40 pontos, atingido 58 pontos na escala de dispersão também de 0 a 200.

No caso do comércio, os varejista estão conseguindo escoar parcela das vendas pelos canais digitais, mantendo parte do faturamento, o que faz com que o otimismo dos comerciantes reduza em ritmo menor.

Fonte: Poder 360

 

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