Ingredion entra em greve por tempo indeterminado

Centrais criticam interferência do MP na ação sindical
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redimensionar_imagemOs funcionários da Ingredion Brasil entram em greve por tempo indeterminado nesta última quinta-feira (12/9). O anúncio foi feito pelo presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do RJ e vice-presidente do Sindicato dos Químicos de São Gonçalo, Isaac Wallace de Oliveira, que informou que o Sindicato vem promovendo atos na porta da empresa desde o último dia 29 de agosto, quando, em assembleia, os trabalhadores decidiram entrar em greve caso a direção da Ingredion não reabrisse negociações com os trabalhadores. Entre as reivindicações estão cerca de 10% de aumento, tíquete alimentação de R$ 200,00 e abono natalino de R$ 200. Os protestos são, também, em repúdio contra a saída da diretora Rosana Fortenberry.

Presidente do Sindicato dos Químicos de Nova Iguaçu, Sandoval Marques, vem acompanhando de perto as negociações. “Estamos apoiando os trabalhadores que desejam apenas ter seus direitos assegurados”, disse ele.

Empresa líder na fabricação de ingredientes de origem agrícola para os mais diversos segmentos (de sucos de frutas a pratos congelados, de antibióticos a adesivos, de produtos de panificação a cervejas, de papel a nutrição animal), a unidade da Ingredion Brasil no Rio de Janeiro fica no bairro Trindade, em São Gonçalo. Dia 29 de agosto, uma manifestação seguida de assembleia paralisou as atividades na fábrica em parte do dia. Dia 6 de setembro, em novo protesto, os trabalhadores cruzaram os braços de 6h às 14h. Além da Força Sindical RJ, estiveram presentes em apoio à iniciativa do Sindicato dos Químicos de São Gonçalo diversas categorias, como Construção Civil do município do Rio de Janeiro, metalúrgicos de São Gonçalo, Sindicato de Tintas e Vernizes de São Gonçalo, químicos de Nova Iguaçu, químicos de Magé e vidreiros (filiados a CUT).

“Vamos parar por tempo indeterminado a partir de 12 de setembro, porque não é possível que a direção da empresa continue sentando em cima do Acordo e não ouça as reivindicações dos trabalhadores, que estão com seus salários defasados. O patrão diz que não vai dar nada. E os trabalhadores não aguentam mais esperar”, explicou Isaac Wallace.

Um trabalhador da produção, que pediu para não ser identificado temendo represálias por parte da empresa, admitiu que os funcionários há muito tempo só fazem perder poder aquisitivo e chega uma hora que não dá mais para aguentar. “Pedimos melhorias, mas eles sempre negam”, completou. Outro colega, que também pediu para não ser identificado, foi além: “Sem mobilização, a empresa não vai ceder. A ideia deles é escravizar a mão de obra. Deixar o pessoal trabalhar a troco de migalhas. Eles não demonstram interesse em negociar com os trabalhadores. Antes, a gente ganhava muito mais. Hoje, comparando só na nossa própria região, a perda salarial é muito grande. Nossas reivindicações são legítimas”, garantiu. Outro funcionário concluiu: “Com mobilização e apoio do Sindicato, acredito que eles vão tentar abrir um canal de comunicação e chegar perto do que queremos”.

Fonte:  Força Sindical RJ/SindiQuímica-NI

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