Inadimplência do consumidor no Brasil sobe 11% em julho, diz Serasa

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dinheiroSÃO PAULO – A inadimplência de consumidores no Brasil subiu 11% em julho sobre o mesmo mês do ano passado. Na comparação com junho, o avanço foi de 4% segundo dados divulgados nesta terça-feira pela Serasa Experian, que citou quadro de elevação “moderada” nos calotes. No acumulando dos sete meses, houve alta de 0,6% contra igual período de 2013.

Segundo economistas da Serasa, as dificuldades apresentadas pelo cenário econômico atual, com juros altos, inflação perto do teto da meta e o enfraquecimento do mercado de trabalho, “estão produzindo um quadro de elevação moderada da inadimplência”.

— Um dado importante é o de que a inadimplência está subindo. Tanto em julho quanto em junho, houve um aumento em relação a 2013. Isso é um reflexo do cenário econômico atual com inflação e juros mais altos do que no ano passado, além das notícias de setores que começam a demitir funcionários, como os da indústria e da construção civil — explicou o economista da Serasa Experian Luiz Rabi.

“Além disso, o fim dos feriados, que predominaram em junho durante a primeira fase da Copa do Mundo, também impactaram o resultado da inadimplência em julho, especialmente os cheques devolvidos e títulos protestados”, disseram os economistas em comunicado à imprensa. Embora este seja apenas um fator pequeno na explicação do quadro de não pagamento.

No detalhamento por tipo de endividamento, os títulos protestados foram os principais responsáveis pela alta do índice, subindo 21,2% em julho ante junho. Cheques sem fundos e dívidas não bancárias — cartões de crédito, financeiras, lojas e prestadores de serviço — subiram 11,6% e 6,1%, respectivamente.

— Em junho houve vários feriados devido aos jogos. Com isso, bancos e cartórios tinham seus serviços interrompidos. Eles se acumularam e, em julho, com menos partidas, houve mais dias úteis e as pessoas puderam ir aos cartórios protestar os títulos, ir aos bancos. Assim, os dois índices subiram — esclareceu Rabi.

O economista acredita que a economia brasileira dificilmente vai mudar nos próximos meses, fazendo com que a inadimplência continue a subir:

— Uma possível mudança é a inflação, que pode ceder um pouco. A queda de alimentos e commodities pode dar um pequeno alívio, mas, ainda assim, o cenário continua com mais chances de subida do que redução da inadimplência.

Já a inadimplência junto aos bancos teve alta de 0,3 por cento no período.

 Fonte: Reuters

 

 

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