Frentistas protestam por segurança no DF: ‘assalto virou rotina’, diz sindicato

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FRENTISTASFrentistas do Distrito Federal resolveram cruzar os braços e não abrir 28 postos em Santa Maria e no Recanto das Emas na sexta-feira (7) para protestar contra violência. De acordo com o presidente do Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo, Carlos Alves dos Santos, uma única unidade de Santa Maria foi assaltada 12 vezes no mês de janeiro. “Assalto virou rotina em posto de gasolina”, afirmou.

Ao todo, 800 dos 5,9 mil frentistas vinculados ao sindicato aderiram à paralisação. A organização afirmou que 160 postos foram assaltados só em janeiro. Ele atribui a situação à operação tartaruga.

“Tem muito trabalhador sendo agredido e pedindo demissão. Tem muita gente ficando com síndrome do pânico”, afirmou Santos. O presidente do sindicato disse que há possibilidade de estender a manifestação para postos do Gama e de Samambaia no período da tarde.

Por e-mail, a Polícia Militar informou que se reuniu com representantes dos postos de combustíveis e que intensificou as ações para reduzir a violência nesses estabelecimentos. A corporação disponibilizou o telefone 3910-1888 para contato direto com o batalhão de Santa Maria.

 Operação tartaruga

Sem reajuste salarial, PMs do DF deflagraram em outubro a “operação tartaruga”, enfraquecendo o policiamento ostensivo para cobrar aumento do salário, reestruturação da carreira e pagamento de benefícios aos que estão em atividade e reformados. Neste fim de semana, o Tribunal de Justiça acabou o pedido do Ministério Público para que a operação fosse declarada ilegal. O descumprimento da decisão tem como pena multa diária de R$ 100 mil.

 Na última sexta, o governador Agnelo Queiroz reuniu a cúpula da segurança pública do DF para pedir que eles cobrem da tropa o cumprimento das atividades. Também entre as medidas para diminuir a sensação de insegurança, ficou determinado que os oficiais iriam as ruas, atuando junto à população e fiscalizando as atividades dos praças.

Fonte: Força Sindical

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