Força Sindical marca greve para o dia 30 de agosto caso a presidente Dilma não negocie pauta dos trabalhadores

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forcasetimocongesso“Se a presidente Dilma não sentar para negociar e atender a pauta de reivindicações dos trabalhadores, o Brasil pode parar em greve no próximo dia 30 de agosto”. A afirmação foi feita na última quarta-feira (24/07) pelo presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, na abertura do 7º Congresso Nacional da central. O evento começou hoje e vai até a próxima sexta-feira (26), com o tema “Garantir conquistas, mais empregos, direitos e cidadania”. Milhares de trabalhadores de diversas categorias profissionais de todo o Brasil estão reunidos em Praia Grande (SP) para discutir e definir as bandeiras de luta da Força para os próximos anos.

Paulinho falou também que as manifestações do “Dia Nacional de Lutas com Greves e Mobilizações”, realizada no último 11 de julho, foi um aviso. “Foi um dia importante, em que as centrais mobilizaram milhares de trabalhadores em todo o país. Logo depois, a presidente nos recebeu, mas até agora não atendeu nenhum item da nossa pauta. Demos um aviso da nossa insatisfação no último dia 11. Estamos abertos ao diálogo, mas se novamente não houver resposta, retomaremos as mobilizações”, afirmou o líder sindical.

O presidente da Força questionou também as negativas do executivo sobre alguns itens da pauta trabalhista. “O governo diz que não tem dinheiro para acabar com o fator previdenciário, que custaria R$ 3 bilhões por ano. No entanto, dá R$ 18 bilhões aos empresários com a desoneração da folha de pagamento. Direciona uma fortuna para pagar os juros da dívida aos banqueiros. Isso sem falar que a economia vai mal, a inflação que corrói o salário dos trabalhadores, voltou. A taxa de juros aumentou. Nesse congresso que iniciamos hoje, representamos 16 milhões de trabalhadores. Vamos pressionar ainda mais o governo para atender a nossa pauta”, disse Paulinho.

 Participações

Participaram da abertura do 7º Congresso Nacional da Força Sindical, autoridades políticas e lideranças sindicais do Brasil e do exterior. A delegação internacional foi composta por sindicalistas de mais de 90 países das Américas do Sul, Central e do Norte, Europa, África e Ásia.

O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, elogiou as manifestações comandadas pelas centrais no dia 11 de julho. “A luta pela pauta trabalhista é louvável. A democracia que vivemos hoje é importante, pois permite ao trabalhador ir às ruas reivindicar suas bandeiras. E é justamente nas ruas que o trabalhador avança e conquista seus direitos”, afirmou o ministro.

O fundador e ex-presidente da Força Sindical, Luiz Antônio de Medeiros, enalteceu o crescimento da central. “Quando fundamos a Força, não imaginava que ela ia crescer tanto e ganhar a dimensão que ela ganhou. Precisávamos de uma central independente de governo e empresários, que fosse comprometida somente com o trabalhador. Hoje em dia, a Força é a maior central sindical brasileira. A presença maciça dos trabalhadores nesse Congresso é uma prova disso”, falou Medeiros.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba e vice-presidente da Força Paraná, Sérgio Butka, também discursou na abertura do Congresso e destacou a luta dos trabalhadores. “Hoje iniciamos um momento importante para a nossa central, pois vamos definir os rumos e as estratégias de ação da Força para os próximos anos”, afirmou o líder sindical.

O presidente da Força PR, Nelson Silva de Souza, o Nelsão, destacou a presença da delegação do estado no Congresso. “Os trabalhadores do Paraná estão mobilizados e vão participar ativamente das discussões. Nossa delegação tem propostas consistentes que visam melhorar a condição de vida e de trabalho da classe trabalhadora”, disse.

Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), falou sobre as bandeiras de luta da classe. “Vamos intensificar as mobilizações pela redução da jornada de trabalho para 40 horas, pelo fim do fator previdenciário, ratificação das convenções 151 e 158 da OIT e reajuste digno para os aposentados. Essas são nossa bandeiras principais”, destacou o sindicalista.

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