Ex-Ministro do Trabalho, Magri vê condições para greve geral

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Dirigente histórico dos Eletricitários do Estado de SP e da CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores), ex-ministro do Trabalho e Previdência, Antonio Rogério Magri está otimista com a unidade do sindicalismo e ante a perspectiva de greve geral, anunciada para 14 de junho.

No Dia do Trabalho, 1º de Maio Unificado, ele participou da manifestação no Vale do Anhangabaú, em SP. E comenta: “Há tempos, eu não via uma unidade tão forte no meio sindical e um ato com tamanha qualidade política. E olha que desta vez não pudemos ter sorteio de prêmios. Quem compareceu foi mais por um ato de consciência”.

Greve – Para Magri, que acumula experiências de paralisações, inclusive a grande greve geral de junho de 1983, existem condições de uma forte manifestação. “Agora, nós temos uma bandeira de unidade, que é o combate à reforma da Previdência e a defesa da Aposentadoria Pública”, ele avalia. No seu entendimento, a ideia da greve ganhará força na medida em que Sindicatos e demais entidades levaram às bases “o real conteúdo dessa reforma e os graves prejuízos aos segurados de hoje e de amanhã”.

Porém, não basta apenas convocar a greve e divulgar. É preciso organizar, com antecedência, a paralisação. Para o atual consultor de várias entidades sindicais, “devem centrar a mobilização nas categorias de base”. Diz Rogério Magri: “O esforço deve ser geral, mas concentrado nas categorias com maior poder de mobilização e pressão”. Para Magri, a paralisação nacional dos professores, em 15 deste mês, ajudará em muito na luta contra a reforma da Previdência e servirá para ampliar o apoio da sociedade às lutas trabalhistas.

Capitalização – Antonio Rogério Magri não é contra o regime de capitalização. Mas discorda do modelo proposto por Bolsonaro na PEC 06.  Ele diz: “Entendo que a capitalização acima do teto previdenciário é muito razoável. Mas abrir pra todo mundo, como está na PEC, será o fim da Previdência Pública e a exclusão de milhões de brasileiros. Olha o que aconteceu no Chile! Foi um massacre, e nós não podemos copiar aquele modelo”.

Fonte: Reporter Sindical

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