Europa anuncia medidas para reduzir dívida

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Os credores da Grécia chegaram a acordo sobre um conjunto de iniciativas para fazer com que o nível de endividamento do país seja reduzido de forma a equivaler a 124% do PIB em 2020, mas se recusaram a aceitar um abatimento da dívida, disseram os ministros de Finanças da zona do euro nesta madrugada, ao final da reunião do Eurogrupo com o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu, em Bruxelas.

As medidas, que incluem uma extensão dos prazos de vencimento, um corte nas taxas de juros pagas pela Grécia e uma possível recompra de dívida, devem reduzir o endividamento do país “substancialmente abaixo” de 110% do PIB em 2022, informou o Eurogrupo em comunicado após a reunião.

Diferentemente do que haviam sugerido fontes próximas às discussões, de que os recursos seriam liberados em três parcelas, a Grécia receberá, na verdade, quatro desembolsos se houver a aprovação formal dos países do Eurogrupo até 13 de dezembro. A assinatura formal do acordo depende de aprovação das iniciativas pelos Parlamentos e de uma reavaliação dos benefícios de uma possível recompra de títulos da dívida.

A primeira parcela, de 34,4 bilhões de euros, deve ser paga em dezembro e será direcionada à cobertura do déficit orçamentário da Grécia e à recapitalização dos bancos. As outras três parcelas serão desembolsadas no primeiro trimestre de 2013, “conectada à implementação”, pela Grécia, do segundo pacote de resgate do país.

Entre as medidas aprovadas hoje estão a extensão de empréstimos bilaterais e os do Mecanismo de Estabilização Financeira da zona do euro por 15 anos e um prazo de carência de 10 anos para a Grécia efetuar o pagamento de juros incidentes sobre os empréstimos obtidos junto a este fundo de estabilização. Também houve acordo em reduzir em 100 pontos base a taxa de juros paga pela Grécia nos empréstimos referentes ao primeiro pacote de resgate do país.

O Eurogrupo também confirmou que está avaliando a possibilidade de uma recompra de títulos da dívida da Grécia em poder do setor privado e informou que os preços que eventualmente venham a ser pagos pelos papéis não serão superiores aos preços de fechamento da última sexta-feira. Na entrevista coletiva ao final da reunião, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, disse que o board do FMI tomará uma decisão final sobre desembolsos adicionais quando a recompra for concluída. Ela disse também que o FMI “não tem intenção de deixar o programa”.

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