Emprego com carteira assinada tem melhor setembro desde 2010

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plterceirizacaoBRASÍLIA – O saldo líquido de empregos formais gerados em setembro foi de 211.068, conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged),divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). É o maior saldo para setembro desde 2010, quando somou 248.875 na série sem ajuste, ou seja, a que considera apenas as informações enviadas pelas empresas até a data limite determinada pelo governo. O resultado ficou acima do teto das previsões dos analistas.

A geração de empregos em setembro foi 4,32% maior do que em setembro do ano passado, quando ficou em 202.331 pela série ajustada. Já pela série sem ajuste, houve alta de 40,40% na comparação com o mesmo mês de 2012, quando o volume de vagas criadas foi de 150.334.

A série sem ajuste considera apenas o envio de dados pelas empresas dentro do prazo determinado pelo MTE e é a preferida do Ministério. Após esse período, há um ajuste da série histórica, quando as empregadoras enviam as informações atualizadas para o governo. No acumulado do ano até setembro, houve criação líquida de empregos formais de 1.323.461.

 Serviços

 O setor de serviços foi o responsável pela maior geração de vagas formais de trabalho em setembro. No mês passado, o setor empregou 70.597 pessoas a mais com carteira assinada do que demitiu no período. O saldo foi superior ao registrado em setembro do ano passado, de 55.221 postos.  Já o comércio teve um saldo líquido de 53.845 vagas, volume também maior do que a geração de 35.319 vagas vista em igual mês de 2012. Segundo o Ministério, o resultado do comércio em setembro também está bem acima da média verificada de 2003 a 2012 (46.043).

Conforme o MTE, “o bom desempenho” do setor de serviços foi resultado de uma expansão generalizada de suas áreas. De acordo com o governo houve aumento do emprego no setor em cinco dos seis ramos que o compõem. As instituições financeiros foram o único ramo que apresentou saldo menor do que os registrados em setembro de 2012. No mês passado, esse segmento criou 1.286 postos contra 2.464 vistos um ano atrás.

Indústria

A indústria de transformação gerou 63.276 postos no período. Houve desempenho positivo, conforme o MTE, em 11 dos 12 ramos que compõem o setor. A exceção foi o segmento de borracha e fumo, que fechou 571 postos no mês passado. Conforme o governo, o resultado pode ser atribuído ao fator sazonal e, mesmo assim, demonstra um comportamento mais favorável nos últimos três anos. Entre os destaques da indústria estão produtos alimentícios, com a criação de 39.971 vagas, a indústria química, com a geração de 6.659 postos, e a têxtil, com 3.513. O MTE divulgou ainda que o setor de madeira e mobiliário industrial foi responsável pela criação líquida de 3.210 postos, a indústria mecânica, por 2.888, e a produtos minerais, por 2.336. A indústria de metalurgia contratou 2.107 pessoas a mais do que demitiu em setembro, o maior saldo dos últimos três anos. A construção civil, segundo o Caged, gerou 29.779 postos de trabalho com carteira assinada em setembro. O saldo ficou acima dos 10.175 postos vistos em setembro de 2012 e dos 24.977 do mesmo mês de 2011.

Emprego no campo

A agricultura foi o único setor de atividade a fechar vagas. Conforme o governo, foram demitidas 10.169 pessoas a mais do que o total de trabalhadores contratos no campo no período. De acordo com o MTE, o recuo deve-se a fatores sazonais, mas mesmo assim o quadro está mais favorável para meses de setembro nos últimos dez anos. O ramo que apresentou a maior queda no emprego foi o de cultivo de café, que fechou 18.041 postos com impactos mais fortes em Minas Gerais (-14.792) e São Paulo (-2.062).

Fonte: Célia Froufe, da Agência Estado

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