Domésticos que moram no emprego caem de 23% para 2%

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carteiratrabA mudança no perfil dos empregados domésticos –mais velhos e com filhos– fez o total desses trabalhadores que moram no emprego despencar em duas décadas. Segundo estudo da Fundação Seade, o percentual de domésticos que moravam no trabalho, de 22,8% em 1992, caiu para 2,2% no ano passado na Grande São Paulo.

O estudo foi feito a partir da Pesquisa de Emprego e Desemprego realizada com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos socioeconômicos). Para o coordenador da equipe de análise da pesquisa, Alexandre Loloian, o desinteresse de jovens por esse tipo de emprego fez com que a idade média do doméstico  aumentasse.

A maioria dos trabalhadores (31,8%) tem entre 25 e 39 anos, mas a faixa dos que têm de 40 a 49 também é expressiva (31,3%). “Os jovens têm mais alternativas por causa da melhora da economia. Esse trabalho foi deixado de lado porque não oferece perspectiva de crescimento profissional.” A baixa popularidade da ocupação fica clara no estudo. No ano passado, as domésticas correspondiam a 14% das mulheres ocupadas na Grande São Paulo –em 2000, eram 19,2%.

Para Loloian, outro fator que influencia a queda do número de domésticos que dormem no trabalho é o tamanho de apartamentos construídos a partir dos anos 1990. Com a valorização imobiliária e o metro quadrado caro, os quartos de empregada foram excluídos das plantas. “Edifícios novos não têm espaço para a doméstica”, diz.

RENDIMENTO

O estudo indica que, em 2013, o rendimento médio por hora para diaristas e mensalistas com carteira assinada na Grande São Paulo teve a maior alta em 17 anos. No primeiro caso, o aumento foi de 10,5%, para R$ 7,55 por hora trabalhada. No segundo, a alta foi de 9,7%, para R$ 6,15. Os rendimentos das mensalistas sem carteira tiveram alta de 3,8%.

De acordo com Loloian, o aumento é consequência das altas do salário mínimo e do maior reajuste feito por São Paulo entre 2012 e 2013 em relação a outros Estados.  No começo do ano passado, as três faixas do mínimo paulista passaram a ser de R$ 755, R$ 765 e R$ 775. Em âmbito federal, o mínimo em 2013 era R$ 678. Além disso, a escassez desses trabalhadores no mercado teria aumentando o poder de negociação com os patrões.

 

 

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