Dólar dispara e bate em R$ 5,83, novo recorde nominal; Bolsa abre em alta

Ministério Público do Amazonas pede que Justiça decrete lockdown em Manaus
Sindicato entra com ações na justiça para Petrobrás reforçar medidas contra pandemia

Moeda americana tem valorização em 2020 superior a 40%; em janeiro, cotação girava em torno de R$ 4

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de maio de 2020 | 09h03
Atualizado 07 de maio de 2020 | 10h27

dólar abriu as negociações desta quinta-feira, 7, em alta superior a 1,5%, cotado a R$ 5,79, e, alguns minutos depois, atingiu o mais novo recorde nominal, R$ 5,83, quando não se desconta a inflação. Na última quarta-feira, 6, a moeda americana atingiu o patamar de R$ 5,70, dia em que, pela primeira vez, o câmbio fechou neste valor.

Já a Bolsa brasileira iniciou o pregão com o Ibovespa, principal índice da cesta de ações nacional, em alta de mais de 1%, mantendo os 79 mil pontos.

Dólar Foto: Reuters


Para se ter uma ideia da valorização dólar, ou da desvalorização do real frente à moeda externa, no início do ano, em janeiro, o câmbio girava em torno de R$ 4. Apenas em março que a barreira de R$ 5, para o dólar e também para o euro, foi ultrapassada, em meio às tensões dos mercados globais em relação às incertezas do novo coronavírus, causador da covid-19. Desde o final de fevereiro e começo de março, a moeda nacional vem se desvalorizando e os mercados como um todo, não só o brasileiro, vêm “derretendo”, com, por algumas vezes, índices despencando por dias seguidos.

Influência do novo corte do Copom

Na última quarta, o Copom fez um corte inesperado de 0,75 ponto da Selic, a 3% ao ano – a maioria no mercado apostava em 0,50 pp -, e deixou o caminho aberto para outra redução do mesmo tamanho em junho. Essa perspectiva deve achatar o diferencial de juro interno e exterior, afastando ainda mais o investidor estrangeiro do Brasil. Pode apoiar nova alta também da moeda americana a percepção nebulosa sobre o cenário político, fiscal e sanitário no Brasil.

Mercados internacionais

As Bolsas da Europa abriram as negociações em alta, de maneira moderada, na manhã desta quinta-feira, 7. Alguns fatores contribuem para esse cenário. O primeiro deles é um resultado mais positivo do que o esperado para as exportações da China para o mês de abril. A expectativa era de uma queda forte, mas houve aumento de 3,5%. Nas importações, porém, o tombo foi grande, 14,2%, resultado mais alinhado com as projeções. / SILVANA ROCHA, LUCIANA XAVIER, SERGIO CALDAS E FELIPE SIQUEIRA

Fonte: Estadão

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sindicalize-se
Falar pelo WhatsApp
Enviar via WhatsApp