Documento sobre trabalho será base para política nacional

Novas oportunidades de trabalho
Greve Federal

A I Conferência Nacional de Emprego e Trabalho Decente (I CNETD) terminou neste sábado (11/8) com a elaboração de um relatório com as propostas aprovadas de forma consensual, pela maioria, e as destacadas pelos grupos de trabalho como alternativas de redação. O documento servirá de base para o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), no processo de diálogo social, elaborar uma proposta de política nacional de emprego e trabalho decente.

A plenária final, que tinha como objetivo analisar as propostas nas quais houve consenso entre trabalhadores, empregadores, governo e sociedade civil nos 12 grupos de trabalho foi suspensa após a saída da representação dos empregadores. “A grande maioria dos pontos foram consensuais entre todos os atores sociais. Já no final do processo houve uma suspensão da participação dos empregadores, devido a divergências”, afirmou o secretário de Políticas Públicas de Emprego do MTE, Marcelo Aguiar, que representou o ministro Brizola Neto na cerimônia de encerramento.

Para o secretário de Relações do Trabalho, Manoel Messias, apesar das divergências que eram esperadas, a plenária se encerrou com um grande número de delegados e conseguiu aprovar muitas propostas de forma consensual. “Essas propostas aprovadas foram analisadas pelas representações de todas as bancadas, demonstrando que é possível construir um consenso mesmo entre posições tão conflitantes”, destacou.

As propostas divergentes serão encaminhadas para os fóruns tripartites já existentes que as analisarão de forma mais aprofundadas. “A previsão é que em 2013 o MTE realize seminários regionais com as secretárias estaduais e a organização dos trabalhadores e empregadores para tornar efetivo o que foi discutido na conferência”, disse Manoel Messias.

Para o presidente do Sindicato dos Químicos de Nova Iguaçu, Sandoval Marques, é importante que o trabalhador participe do processo de discussão. “Devemos ter uma Agenda do Trabalho Decente para que o trabalhador tenha uma condição de trabalho digna. Para isso nós precisamos participar dos debates, conferência, seminários, enfim, estar engajado nesta luta que só trará benefícios para os trabalhadores”, concluiu o presidente.

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