Confiança do trabalhador cai nos últimos meses de 2020, segundo pesquisa do LinkedIn

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Cenário foi puxado por queda no nível de segurança em relação ao próprio emprego; nível de estresse aumentou e preocupação com saúde mental e física apareceu como prioridade para os profissionais

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de janeiro de 2021 | 12h41

O Índice de Confiança do Trabalhador no Brasil, pesquisa promovida pelo Linkedin sobre o sentimento dos profissionais cadastrados na plataforma quanto a busca por empregorenda carreira, registrou, em sua quinta edição, o total de 58 pontos, uma queda de dois pontos em relação ao levantamento anterior.

Segundo o LinkedIn, os resultados foram puxados principalmente pela queda no nível de confiança dos trabalhadores em relação à segurança do próprio emprego. Nesse quesito, os trabalhadores de pequenas empresas estão mais confiantes em sua capacidade de manter o emprego e crescer em suas carreiras.

Entre as regiões pesquisadas, os trabalhadores da Grande Belo Horizonte terminaram o ano de 2020 como os mais otimistas do Brasil, seguidos por Porto Alegre e Curitiba.

Carteira de trabalho

Confiança do trabalhador caiu dois pontos nos últimos meses de 2020, segundo levantamento do LinkedIn.  Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Os dados foram coletados entre 5 de outubro de 2020 e 1 de janeiro de 2021, por uma pesquisa realizada via e-mail, com resposta de 5,1 mil usuários da rede. Para gerar o índice, três pontos são analisados: segurança no próprio emprego, perspectiva financeira e chance de progressão na carreira. São consideradas apenas as respostas daqueles que são atualmente ativos na força de trabalho. O índice opera em um intervalo de -100 a +100.

Estresse e saúde mental

Outro ponto levantado pela pesquisa é o nível de estresse dos trabalhadores, que registrou aumento no fim de 2020. Entre os profissionais empregados, 63% afirmaram se sentir estressados, já entre os desempregados ou que procuravam por uma oportunidade o índice é de 69%.

O recorte de gênero deixa evidente que as mulheres estão mais estressadas (74%) do que os homens (58%), o que, segundo o LinkedIn, pode estar relacionado à dupla jornada de trabalho, agravada pela pandemia do coronavírus.

O Índice de Confiança do Trabalhador no Brasil, pesquisa promovida pelo Linkedin, registrou, em sua quinta edição, o total de 58 pontos (entre -100 e +100). Foto: LinkedIn

 

Os respondentes também manifestaram que a saúde mental e física foram consideradas prioridades no período, com cerca da metade deles preocupados com cada uma delas.

Fonte: Estadão

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