Centrais se unem contra a terceirização e fazem novo protesto no Rio

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IFAs centrais sindicais voltaram a promover ato unificado nesta terça-feira (06/08), desta vez contra a aprovação do PL Nº 4330/2004, que dispõe sobre a terceirização. A manifestação pacífica, que transcorreu sem incidentes, começou às 15h e se concentrou em frente à sede da FIRJAN (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), no Centro do Rio, sem obstruir o trânsito. Protestos semelhantes aconteceram por todo o país. No Rio de Janeiro, o ato reuniu Força Sindical, CUT, UGT, Nova Central, CTB e CSB/Conlutas, que levaram às ruas centenas de pessoas. Os presidentes das centrais entregaram nas mãos do presidente da FIRJAN, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, um documento conjunto que expõe os motivos pelos quais o movimento sindical e os trabalhadores não admitem a aprovação do PL 4330.

“Vocês estão de parabéns pela manifestação que fizeram. Um manifesto democrático, legítimo e civilizado. É disso que o Brasil precisa. Os trabalhadores colocaram suas reivindicações na casa da indústria, feita de empresários e trabalhadores. Portanto, esta casa também é do trabalhador. Vamos analisar isso que está aqui (apontando o documento). É disso que precisamos: de argumentos. Vamos buscar um caminho que conjugue o melhor para a competitividade brasileira e que não tire direitos do trabalhador”, afirmou Eduardo Eugênio Vieira.

O vice-presidente da Força Sindical RJ, Marco Antônio Lagos de Vasconcellos, o Marquinho da Força, representando o presidente Francisco Dal Prá, agradeceu a forma como o protesto foi recebido pela Firjan, que não pediu reforço policial, nem protegeu suas paredes envidraçadas com tapumes.
Depois de um minuto de silêncio em homenagem ao trabalhador Amarildo, morador da Rocinha desaparecido após ação policial, Marquinho esclareceu à população os motivos da manifestação. “Estamos aqui contra um projeto de lei que tramita no Congresso e tira direitos do trabalhador, como salários dignos e benefícios assegurados em convenções coletivas. Um PL que tira a responsabilidade da empresa mãe e deixa o trabalhador sem amparo sindical. Viemos aqui trazer nosso repúdio ao PL 4330 e mais uma vez afirmar que o trabalhador precisa ter representatividade no parlamento. A Firjan não teve medo de receber o trabalhador, porque sabe que somos ordeiros. Temos cara, nome e sobrenome e estamos aqui apenas defendendo nossos direitos”, ressaltou Marquinho da Força, observado por representantes de diversas categorias, e também pelo superintendente do Trabalho do Rio de Janeiro, Antonio Henrique de Albuquerque Filho, que acompanhou toda a manifestação.
PROTESTOCENTRAIS2Antes de Marquinho, o presidente do SENALBA (Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais do RJ), Alcides Freire, membro da Executiva Nacional da Força Sindical, assinalou que o estado do Rio mais uma vez dava prova de união da sociedade civil organizada, através da ação única das centrais sindicais. ”É a unidade em defesa dos direitos sociais, para barrar PLs que prejudicam e massacram trabalhadores e o desenvolvimento desse país. Onde fica a qualidade de vida sem trabalho digno?”, quis saber Freire.
Já Marcelo Peres, secretário de Imprensa da Força Sindical RJ, lembrou que a luta é contra a precarização do trabalho. “A terceirização é o que de pior pode acontecer ao trabalhador, porque rasga legislações que garantem direitos iguais. São companheiros que não têm uniformes, recebem salários diferenciados, seja na educação, saúde, em obras, porque já estamos vendo acontecer a quarteirização, em todas as áreas. E essa precarização das relações de trabalho eleva os custos da Previdência Social, porque os acidentes aumentam e quem paga a conta é o INSS e o próprio trabalhador”, alertou Marcelo Peres, que enfatizou que todos estão juntos e vigilantes, não só no Rio de Janeiro, mas no país inteiro. “Se esse PL passar, vamos pedir à Presidente Dilma para vetar”, anunciou.
Dia 30 de agosto está marcada nova grande mobilização nacional, com sindicalistas percorrendo os gabinetes de deputados e senadores de seus estados, pedindo a derrubada do projeto de lei, de autoria do deputado Sandro Mabel (PL-GO). Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, que se reuniu nesta segunda-feira com as centrais sindicais no Rio de Janeiro, o parecer do relator, deputado Arthur Oliveira Maia (PMDB-BA), da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal, já está pronto e deve ser votado em 13 de agosto.

Participaram ainda do ato representantes dos frentistas, metalúrgicos, siderúrgicos, químicos, trabalhadores da construção civil, saneamento, entre outros.

Fonte: Assessoria de Imprensa Força Sindical RJ
Fotos: Newton Bastos

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