Crescem GREVES no país

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Crescem greves no país por ganho real e PLR

Os resultados recentes das lutas dos trabalhadores brasileiros por conquistas salariais e ganhos de produtividade demonstram na prática o acerto da política do movimento sindical de radicalizar para alcançar tais benefícios.

É que os acordos relativos aos aumentos reais de salário e à PLR, verificados no início de 2011, ainda se mantêm em patamares elevados. O crescimento econômico do país a taxas significativas, os lucros exorbitantes e a alta produtividade das empresas, ante aos reajustes conservadores dos salários, impulsionam a luta sindical.

Não é à toa que várias greves explodiram este ano. Os trabalhadores estão conscientes a respeito da lucratividade das empresas e sabem que há espaço para uma melhora do rendimento do trabalho assalariado.

Manter a pressão sobre empresas


As greves dos motoristas e cobradores de ônibus do Grande ABC, dos trens da CPTM (Grande São Paulo), dos metalúrgicos da fábrica da Volkswagen de São José dos Pinhais, no Paraná, trabalhadores da construção civil e pesada, servidores públicos, trabalhadores da alimentação no interior de São Paulo e o protesto dos bombeiros do Rio de Janeiro são resultados do descontentamento dos empregados com os baixos salários.

Para o secretário geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, os sindicatos precisam manter a pressão sobre as empresas a fim de conquistar aumento real de salário. “E também intensificar a luta para elevar os índices de ganho real”, frisa, ao lembrar que o aumento real de salários tem ficando em torno de 2%, conforme cálculos do Dieese.

Greve na Volkswagen dura mais de 30 dias


Na visão do sindicalista, os trabalhadores precisam urgentemente aumentar estes ganhos, uma vez que a produtividade industrial tem se mantido em patamares muito elevados. “No ano passado, a produtividade da indústria de transformação cresceu 6,1%, enquanto o custo do trabalho caiu 2,7%”, lembra Juruna.

É um cálculo com este viés que conduziu o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba a deflagrar uma das mais longas greves por empresa da história recente do sindicalismo brasileiro. Os 3,6 mil empregados da Volkswagen de São José dos Pinhais estão há mais de 30 dias de braços cruzados. A montadora tem apresentado bom desempenho econômico nos últimos anos.

Produtividade na montadora


Segundo o presidente do sindicato dos metalúrgicos, Sérgio Butka, a unidade paranaense é a mais produtiva de todas as fábricas da Volks no país. “Por isso, não abrimos mão de nossa luta por uma PLR que faça jus à qualidade e ao esforço do nosso trabalho na fábrica”, observa o dirigente.


Fonte: Força Sindical

Autor: Assessoria de Comunicação

Data: 8/6/20 11

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