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CNI defende em Durban pequenas e médias empresas engajadas contra mudança do clima

Durban, África do Sul – O Brasil precisa incentivar as pequenas e médias empresas a se engajar no combate à mudança do clima, uma vez que o país demonstrou pela primeira vez nesta quinta-feira (8/12), na 17ª Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas (COP 17), em Durban, na África do Sul, a disposição de assinar um instrumento legalmente vinculante para a redução das emissões de gases do efeito estufa (GEE). A avaliação foi feita pela analista de Meio Ambiente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Paula Bennati, que acompanha as negociações em Durban.

“As grandes empresas brasileiras já estão engajadas em processos produtivos sustentáveis, na redução das emissões dos GEE, na mitigação e na adaptação. As pequenas e médias empresas é que precisam ser incentivadas a também investir nisso”, afirmou Paula Bennati, após o pronunciamento da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, no plenário da conferência do clima, que reúne negociadores de 194 países.

A analista da CNI lembrou que o Brasil só conseguirá atingir as metas que se auto-impôs quando aprovou a Lei Nacional de Mudanças Climáticas – de reduzir suas emissões ao menos em 36.1% até 2020 – ou que vier a concordar, no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), se as empresas de todos os portes e setores se comprometerem a reduzir as emissões.

No discurso no auditório principal da COP 17, a ministra Izabella Teixeira disse que o Brasil trabalha com afinco para a adoção do segundo período de compromisso do Protocolo de Kyoto e para o fortalecimento da implementação da convenção no curto, médio e longo prazos. “Por isso, se todos, repito, todos trabalharmos juntos, poderemos negociar, o mais cedo possível, um novo instrumento legalmente vinculante sobre a convenção baseado nas recomendações da ciência que inclua todos os países para o periodo imediatamente após 2020”, afirmou a ministra do Meio Ambiente.

Paula Bennati, alertou para a necessidade de se garantir que todas as ações já tomadas pelo Brasil até 2020 sejam levadas em conta na hora de estabelecer as metas e mensurar e verificar o seu cumprimento. “O Brasil é um dos países que mais investem em sustentabilidade. Por isso, tudo o que já foi feito deve ser considerado na hora de se estabelecer as metas do compromisso pós-2020”, analisou.

Na coletiva de imprensa diária da delegação brasileira, tanto a ministra Izabella Teixeira quanto o negociador-chefe do Brasil, embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, demonstraram otimismo na conclusão de um acordo em Durban. “Também avalio postivamente, pelo que temos visto da mudança de posição da China e do que têm dito os europeus”, disse Paula Bennati.

O ministro de Energia e Mudança Climática da Grã-Bretanha, Chris Huhne, foi outro ministro que falou publicamente, nesta quinta-feira,  que seu país continua comprometido com o segundo período do Protocolo de Kyoto e com um acordo para depois de 2020.

Fonte: Sistema Indústria (CNI SESI SENAI IEL)

Autor: Diretoria de Comunicação

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