Eletricitários fazem acordos e garantem medidas de proteção contra a Covid-19

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Eduardo Annunciato, Chicão, é presidente do Sindicato e da Federação dos Eletricitários

Categoria essencial, os eletricitários não têm deixado faltar energia nas casas dos brasileiros, nas fábricas, hospitais e em outros locais. Parte desses profissionais faz trabalho externo, com inevitável contato social. O Sindicato da categoria de São Paulo, desde o começo da pandemia, cuidou de firmar protocolo com as empresas, com o máximo cuidado pra evitar contaminações.

A live da Agência Sindical recebeu sexta (3) o presidente do Sindicato e também da Federação, Eduardo Anunciato, o Chicão. Sua fala direta e sindicaleira pode ser lida abaixo ou acessada, na íntegra. Clique aqui.

TRECHOS PRINCIPAIS:

Cuidados – “Desde o início da pandemia, seguimos o que a OMS recomenda. Criamos um protocolo e encaminhamos às 286 empresas da base; isso dá mais de 1.500 locais de trabalho. Encaminhamos aos RHs com várias orientações, como evitar o trabalhador se aglomerar no transporte público, fornecer álcool gel e máscaras. Em razão desse empenho, conseguimos túneis de descontaminação nas empresas. Algumas fizeram acampamentos e os companheiros ficavam 15 dias dentro e eram testados”.

Terceirizadas – “Nas concessionárias temos comitês permanentes de negociação. Nas terceirizadas, usamos o mesmo pacote referente às concessionárias. As terceirizadas reduziram ao máximo o nível de manutenção”.

No Sindicato – “Fizemos testes nos funcionários e diretores. Quando fechamos 100% dos testados, 16% estavam infectados. Desses, 9% estavam na fase de transmissão da doença. Afastamos as pessoas por 14 dias. Dia 8, vamos testar todos novamente. Na entrada, temos um túnel de desinfecção. No Sindicato, ampliamos os espaços, pra maior isolamento. E todos, sejam funcionários ou trabalhadores da base, devem usar máscara”.

Federação – “O protocolo que formatamos e aplicamos em São Paulo nós repassamos a todos os Sindicatos, em âmbito nacional, e sugerimos que adotassem”.

MP 936 – “No início, tivemos embate e paralisamos alguns locais. Mas, depois, os empresários entenderam. Nossa orientação foi contra acordos individuais. Mesmo depois da MP, firmamos acordo contradizendo a medida. As negociações coletivas foram tratadas diretamente com as empresas concessionárias”.

Representação – “O maior capital que o movimento sindical tem é a representatividade. O governo tenta atacar, mas, cada vez que eles apertam, o trabalhador vem bater na porta do Sindicato. Tem mal que vem pra bem. Hoje, o trabalhador reconhece mais a nossa importância”.

Comunicação – “Não abandonamos a comunicação tradicional. Só não entregamos o impresso corpo a corpo. Deixamos nas empresas e as pessoas pegam. A pandemia nos abriu a visão sobre a comunicação on-line. Todos os dias eu pego um grupo de contatos na base e mandamos mensagens aos trabalhadores. É o ‘Café com o presidente’. Estamos fazendo assembleia pelo Facebook e Zoom. E votações por meio eletrônico”.

Novidade – “Vamos retomar o projeto do mercado, que será voltado aos eletricitários. Os produtos serão vendidos a preço de custo. Queremos gerar economia aos companheiros”.

Eleições – “Os trabalhadores precisam ampliar a participação política. Defendo que o sindicalismo apresente nomes viáveis. Devemos apoiar esses companheiros, sejam ou não da nossa categoria”.

Live – Clique aqui e assista à entrevista na íntegra.

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